
Por Andréa Tierno
A cada dia que passa, ir ao supermercado, representa estar diante de um desafio que pode ir além da simples compra semanal. Processados, convencionais, orgânicos, hidropônicos, muitas são as alternativas de alimentos disponíveis nas gôndolas. Com isso uma pergunta surgi: que tipo de alimento você está procurando?
Os consumidores no geral buscam por produtos que não façam mal a saúde e que sejam saborosos e nutritivos. Talvez o que esteja faltando, é terem maior interesse em saber a procedência ou a origem dos alimentos que levam à mesa. É aí que entra os orgânicos, pois eles atendem a todos esses quesitos.
A
agricultura orgânica surgiu nas décadas de 20 e 30, mas só ganhou proporções maiores em quantidade, qualidade e diversidade, no final de 1980. O que encabeçou esse sistema foi a procura por um processo de produção de alimento que impactasse menos o meio ambiente e a própria saúde.
A Dra em solos e nutrição de plantas, Ronessa Bartolomeu de Souza, explica que o cultivo orgânico se faz sem a utilização de produtos químicos ou agrotóxicos e, devido a isso, traz uma série de benefícios: "É um produto limpo e saudável, rico em antioxidantes que combatem os radicais livres, melhorando a saúde", diz.
Ela ainda afirma que a produção orgânica possui
princípios. Dentre vários podemos citar: o compromisso com uma produção ecológicamente sustentável, com a justiça social, onde se deve respeitar a mão de obra envolvida, o respeito aos funcionários e o compromisso com a ética e a cultura, em que o objetivo está em se respeitar as tradições.
Segundo Ronessa deve-se ter cautela na hora de escolher um alimento orgânico, pois visualmente não é possível indentificar, já que ambos, orgânico e convencional, são muito parecidos. "A melhor maneira de reconhecer se um produto é ou não orgânico, é através do
Selo de Certificação da produção orgânica", afirma.
Esta certificação é um instrumento apresentado em forma de selo, que garante que determinado produto tenha sido produzido de acordo com as nomas e práticas da agricultura orgânica.
Mas Ronessa chama atenção para um detalhe, o cuidado que se deve ter na parte operacional: "Todo alimento, seja ele, orgânico ou convencional, é passível de contaminação. Sendo assim, há que se ter boas práticas de manuseio, durante toda a cadeia, desde o agricultor, até a gôndola do supermercado", conclui.
Confira o que o Supervisor Regional da EMATER, Antonio Dantas, diz sobre o Selo de Certificação da Produção Orgânica
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